De fato, conhecimento é poder. Por isso, é fundamental entender o impacto que uma conta de luz mais cara causa nos diversos setores da sociedade — inclusive para os produtores rurais. Aliás, você sabia que o Brasil caminha para ter a energia elétrica mais cara do mundo?

Quem ganha com essa alta das taxas, com certeza, não são os consumidores. Nem a pecuária. Esse aumento ocorre, basicamente, para cobrir os custos da geração de energia devido à seca prolongada.

Em muitos lugares, como em Minas Gerais, os produtores rurais — que antes tinham um desconto na tarifação — pagam agora quase o dobro do valor. Assim, corre-se o risco de parar a produção.

Diante disso, além de entender os prejuízos que uma conta de luz mais cara pode causar, é preciso conhecer projetos capazes de resolver esses problemas. Ficou curioso? Então continue lendo este artigo!

Aumento do custo de produção

No Brasil, geralmente, o produtor rural é incentivado pelo Estado — afinal, ele movimenta muito a economia. Só em 2017, o setor representou cerca de 21% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, respondendo por metade das exportações daquele ano. Não à toa foi aprovado, por unanimidade, um projeto que facilita o desconto na conta de luz do sistema de irrigação do produtor. Essa foi mesmo uma medida benéfica, principalmente para os pequenos produtores rurais.

Porém, por decisão recente do Governo Federal, o desconto que incentivava a irrigação no período noturno (quando as hidrelétricas têm menos demanda) não existe mais. Assim, cerca de 23% da produção total acaba servindo só às tarifas de energia. Em culturas com margens de lucro menores, como o milho, os produtores passam até a considerar novos cultivos.

Impacto aos consumidores

Engana-se quem pensa que os produtores rurais são os únicos prejudicados com a conta de luz mais cara. Na verdade, os consumidores foram os que mais sentiram o impacto. Isso porque, com o insumo mais caro, a competitividade das indústrias cai. Os clientes, então, precisam ressarcir esses investimentos pagando mais do que o habitual.

Os consumidores da Cemig (de Minas Gerais), por exemplo, tiveram o maior impacto com o aumento da energia elétrica: receberam um efeito médio de 23,19% nos seus 8,3 milhões de unidades de atendimento. Na Copel, o reajuste foi registrado em 15,99%. A Light, do Rio de Janeiro, reajustou em 10, 36% no ano de 2018. A pernambucana Celpe, 8,89%; e a Enel, no Ceará, teve um aumento médio de 4,96%.

Projetos para resolução de problemas

Como vimos, tanto o consumidor quanto o produtor rural acabam pagando por erros na política energética. Justamente por isso, o setor produtivo no Brasil reivindica mudanças: ele almeja que o valor da outorga seja direcionado à redução de custos. Alguns projetos de lei realizados no congresso garantem 33% da arrecadação em leilão, enquanto outros 33% teriam como destino a Eletrobras, para o saneamento do caixa e o restante do Tesouro.

Outro pedido feito pela Indústria brasileira é a redução dos tributos incidentes da energia elétrica. Em comparação com o Paraguai, por exemplo, o país não está cobrando impostos, só o custo com geração, transmissão e distribuição. Isso gera uma redução de 50% no valor.

Enfim, a situação da conta de luz mais cara é grave para a pecuária, podendo gerar efeitos ainda piores a longo prazo. Contudo, há soluções possíveis, como as mencionadas. Mas para isso é necessário maior cobrança do Governo Federal, a fim de que ele atenda as reivindicações dos setores prejudicados pelo aumento.

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