A alimentação é um dos principais fatores que influenciam a boa produção do gado de corte ou de leite. O tipo de pastagem pode fazer muita diferença no resultado da safra. Por isso, é muito importante escolher bem o tipo de capim forrageira para o gado.

Para fazer essa escolha, vários fatores devem ser considerados, como o solo e o clima da sua região. A fase de vida do gado também vai influenciar a decisão. Por fim, é preciso analisar qual o seu objetivo com o capim: cria, recria, engorda, silagem etc.

Neste texto, vamos falar sobre alguns tipos de forragem para ajudar você a tomar as melhores ações na sua fazenda. Está pronto? Vamos lá!

Capim Mombaça

De nome científico Panicum maximum, essa forrageira destaca-se pela sua alta produtividade e qualidade. Outra vantagem do mombaça é sua grande capacidade de adaptação a diferentes condições climáticas — ou seja, é uma variedade que se dá bem em vários locais.

Esse tipo de capim demanda um solo mais rico, por isso, se você for optar por ele, considere também investir em fertilizantes. O cultivo dessa variedade tem um custo mais alto. Então, é recomendado cultivá-lo em áreas menores e até mesmo cercadas por arame, para limitar o local de pastejo do gado.

Capim Marandu ou Brachiarão

O brachiarão (Brachiara brizantha) é um dos tipos de capim mais populares no Brasil. Ele também é um dos mais vendidos no país, principalmente por se adaptar bem aos diferentes tipos de clima e níveis de fertilidade do solo. Por isso, é mais versátil do que o mombaça e também mais econômico.

Essa variedade é de fácil manejo e tem raízes vigorosas que atingem camadas profundas do solo. Isso faz com que esse capim tenha uma boa tolerância à seca e ao frio. Ele também é resistente à luminosidade baixa e às pragas, como a cigarrinha dos capinzais.

Para o gado, o brachiarão é uma beleza. Além de ter alto índice nutricional, ainda conta com boa palatabilidade (sabor e textura agradáveis). Também é uma variedade que os animais digerem bem.

Brachiaria Decumbens

Uma das maiores vantagens desse tipo de brachiaria é o fato de ela se dar muito bem com o solo do cerrado, que é bem ácido e com baixa fertilidade. Ao mesmo tempo, é tolerante a solos encharcados e a geadas, o que a torna uma boa opção para zonas mais frias do país e para o Centro-Oeste. Essa variedade também tolera bem o pisoteio e o pasteio intenso.

A Brachiara decumbens é uma cepa bastante agressiva. Por isso, cuidado ao combiná-la com a plantação de leguminosas. No entanto, ela pode ser usada também como aliada das plantações, pois ajuda no controle das ervas daninhas.

Uma desvantagem dessa variedade é que ela é bem sensível ao ataque de pragas.

Brachiaria Humidicola

Para quem mora em áreas sujeitas a alagamentos, essa é a variedade ideal. A Brachiaria humidicola é resistente a solos com muita umidade ou mal drenados. Por isso, é um dos tipos mais usados no Pantanal e na região Norte.

Essa cepa tem boa resistência, mesmo se o solo estiver alagado na maior parte do ano, e se adapta também a solos com fertilidade muito baixa. Muitos produtores plantam essa variedade com o mombaça, já que ele não resiste ao solo encharcado.

Seja qual for o tipo de forrageira escolhido, quem trabalha com pecuária deve ter um cuidado extra com o manejo do campo para conseguir uma boa produtividade.

Se a planta passar do ponto, as hastes ficarão muito longas e fibrosas. Assim, serão rejeitadas pelo gado. Em ambientes de muita fertilidade, bastantes chuvas e temperatura alta, o capim forrageira cresce mais rápido e fica pronto antes para a colheita. Para contornar isso, o produtor pode adotar um manejo com base na altura do dossel, em vez de intervalos definidos de tempo. 

Agora que você já sabe como escolher a sua forragem, que tal entender melhor sobre o papel da tecnologia no agronegócio? Leia nosso artigo sobre o assunto e informe-se!