Desde que a internet se tornou mais popular, em meados dos anos 1990, a tecnologia tem mudado a forma como fazemos grande parte das nossas atividades. Agora, ela está entrando com mais e mais força no campo. A tecnologia na agricultura é uma tendência que veio para ficar.

Se você está achando que tudo isso está muito longe da sua realidade, é melhor repensar: será que você não falou com um fornecedor pelo WhatsApp recentemente? Ou aprendeu sobre alguma técnica nova em um tutorial no YouTube? Está considerando a automatização do seu sistema de irrigação? Tudo isso — e muito mais — integra a tecnologia no agronegócio.

Muitos produtores ficam preocupados com os investimentos nessas ferramentas, mas a verdade é que o custo-benefício, muitas vezes, faz com que o retorno seja bem rápido. Ou seja, em pouco tempo você consegue recuperar o que investiu e ainda tem aumentos na produção.

Neste artigo, vamos falar um pouco mais sobre as principais tendências em tecnologia no campo. Leia e atualize-se!

Internet das Coisas (IoT)

Se você ainda não ouviu falar nesse termo, nós explicamos: a Internet das Coisas (Internet of Things, em inglês) diz respeito aos aparelhos que não são computadores, tablets nem smartphones e, mesmo assim, estão conectados à internet.

No campo, um exemplo é a instalação de sensores que fornecem uma série de informações que ajudam a otimizar o uso de recursos e insumos. Os sistemas de irrigação automatizados, por exemplo, identificam o volume de água necessário e evitam desperdício. Outros sistemas calculam a quantidade de sementes para uma boa produção.

Essas ferramentas otimizam os recursos, que estão cada vez mais escassos. Além desse caráter sustentável, ainda ajudam o produtor rural a ganhar mais gastando menos em energia, água, defensivos etc.

Gestão do campo

A agricultura tradicionalmente sempre foi muito associada ao conhecimento vindo da vivência no campo. O vento, o céu, as estrelas e a mudança da lua diziam quando era hora de semear, de esperar, de colher. Isso tem mudado nos últimos tempos e está se transformando ainda mais com o avanço tecnológico.

O agricultor moderno alia o seu conhecimento da natureza a ferramentas de gestão do campo. Programas de computador e aplicativos para organizar todo tipo de atividades já podem ser contratados. Alguns equipamentos já vêm com o programa instalado de fábrica — é a IoT aqui também. Além de facilitar as tarefas diárias, eles profissionalizam o gerenciamento da propriedade e do negócio.

Foco na saúde do solo

A saúde do solo está totalmente relacionada à boa produtividade da fazenda. Um solo saudável, com boas quantidades de nutrientes e sua fauna natural íntegra vai se refletir em plantas saudáveis e uma produção abundante.

O Brasil é um país que, historicamente, aposta em uma grande quantidade de defensivos químicos para proteger suas lavouras de pragas e parasitas. O problema dessas substâncias é que elas acabam afetando tanto outros seres vivos — benéficos à lavoura —quanto a saúde do solo de forma geral.

Uma maneira de garantir um solo mais saudável na sua propriedade é aplicando algumas técnicas e alguns princípios da permacultura. O produtor pode, por exemplo, usar espécies que são repelentes de certos tipos de insetos ou fungos para defender outras, mais vulneráveis. Dessa forma, ele diminui o uso de defensivos químicos e contribui para a saúde do solo.

Outra forma de investir na saúde do solo é apostando mais em adubos orgânicos, em vez de compostos químicos. Os fertilizantes orgânicos estimulam o desenvolvimento da fauna natural, como as minhocas, que contribuem para uma maior fertilidade do solo.

Melhoramento de cultivos

Algumas técnicas modernas estão permitindo a criação de cultivares mais resistentes a pragas e parasitas. É o exemplo do CRISPR, técnica inventada pela bioquímica e bióloga molecular Jennifer Doudna.

Essa tecnologia permite identificar genes do DNA de qualquer espécie que sejam de interesse e modificá-los, sem precisar incluir genes de outras espécies. Com essa técnica, os pesquisadores conseguem corrigir genes defeituosos em plantas e torná-las mais resistentes.

Robótica

A inteligência artificial está chegando a todos os campos da vida moderna, e a agricultura não fica de fora. Há diversas possibilidades para o uso dos robôs no campo, desde os processos de plantio e fertilização até aqueles que realizam a colheita.

Mas, calma. Antes de você começar a imaginar máquinas com formato humanoide caminhando na plantação, é preciso esclarecer: robôs são programas de computador extremamente avançados e capazes de aprender com a prática.

Portanto, os robôs na agricultura normalmente se parecem com um trator ou outra máquina comum. A grande diferença é que eles são capazes de fornecer dados que tornarão todo o processo mais fácil, automatizado e até mesmo econômico. Os drones também podem ser considerados robôs nesse segmento.

Tratores autônomos

Já imaginou não precisar acordar antes de o sol nascer para a lida? Com os tratores autônomos, isso se torna possível! Essas máquinas modernas permitem ao agricultor controlar as tarefas executadas por meio de um celular, computador ou tablet e programar as atividades para que o trator faça tudo sozinho no horário necessário, sem a necessidade de uma pessoa para acompanhar o trabalho.

As instruções são bem simples, e o trator opera por meio de informações colhidas em tempo real ou programadas anteriormente. Apesar da brincadeira com o tempo de sono que o produtor poderia ganhar, a verdade é que essas máquinas dispensam o agricultor para funções mais estratégicas na fazenda. Isso se reflete em maior produtividade e melhor uso do tempo, além de menos riscos na fazenda.

Fazendas verticais

Essa é uma solução que já vem sendo aplicada nas grandes cidades do mundo. Trata-se de espaços de cultivo verticais, aproveitando paredes de prédios ou muros, por exemplo. Nesses espaços, são produzidas variedades para o consumo humano, como folhagens e até mesmo frutas.

Na Europa, já existem exemplos em operação desde 2016, e o modelo tem se mostrado bastante viável. As fazendas verticais são altamente robotizadas e usam as tecnologias mais modernas da agricultura atual. Elas contam com pouco trabalho humano, muito controle dos parâmetros do cultivo, segurança alimentar altíssima e uma produtividade recorde. 

A tecnologia na agricultura é, hoje, a diferença entre a agricultura moderna, tecnológica, e a tradicional. Enquanto, antigamente, os produtores ficavam muito dependentes da natureza, atualmente os avanços tecnológicos permitem contornar as condições meteorológicas e aumentar a produtividade, reduzindo também os custos.

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