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Boletim Soja

Página de Ajuda
Data de atualização: 27-01-2012
Boletim:
Tempo aberto e noites mais frias no sul do Brasil. A frente fria avança pelo Sudeste e organiza as chuvas sobre o Centro-Oeste. No fim de semana, com o avanço da frente fria para norte, volta a chover na parte norte das regiões Sudeste e Centro-Oeste. Na Bahia e Maranhão, chove no início da próxima semana por conta dessa frente fria.
Análise Agrícola:
A situação continua bastante delicada à produção de soja em todo o Rio Grande do Sul. Mesmo com a passagem de uma frente fria sobre o sul do Brasil essa levou pouca chuva às principais regiões produtoras gaúchas, o que não reverteu o grave quadro de seca que vêm atingindo todo o estado desde dezembro. Apenas uma ou outra região, como aos arredores de Frederico Westphalen, foi registrada volumes de chuvas acima dos 30 mm. Dessa forma, lavouras de soja já apresentam quebras acima dos 20%, até porque 45% das plantas já estão em fase de florescimento e 8% em fase de enchimento de grãos, o que agrava ainda mais essa falta de chuva.
Nos outros estados da região sul, as boas chuvas dessa última semana auxiliaram na elevação dos níveis de umidade do solo e consequentemente ao desenvolvimento das lavouras, paralisando assim as perdas que até o retorno das chuvas já acumulavam quebras ao redor de 15% no Paraná e também em Mato Grosso do Sul e 17% em Santa Catarina. Além disso, as primeiras áreas colhidas na região oeste do Paraná sinalizam perdas um pouco maiores do que as divulgadas acima. Em algumas lavouras as perdas já chegam aos 40%, contudo são quebras pontuais e não referem ao estado todo. Até porque apenas 7% das lavouras de soja foram colhidas até a última sexta-feira (20)
Agora em Mato Grosso e Goiás e nas regiões produtoras de São Paulo são as intermitentes chuvas que afetam as lavouras de soja, pois muitos produtores não estão conseguindo ir a campo e realizar a colheita, assim, algumas lavouras que já se encontram dessecadas e prontas para colher começam a perder qualidade, uma vez que o excesso de umidade sobre elas leva ao processo de deterioração pelo fato de acelerar a fermentação dos grãos. Todavia, até a última sexta-feira (20) o estado do Mato Grosso já havia colhido 10% das áreas de soja e Goiás, 4%. Mas até o momento os prejuízos são muito pequenos, quase insignificantes a produção que deverá ser colhida nessas regiões.
Na Bahia, algumas regiões mais ao norte do estado também vem sentindo os efeitos da estiagem, como ocorrem no Rio Grande do Sul, entretanto, as perdas são bem menores, não atingindo os 3%. Já nos outros estados nordestinos, como Piauí e Maranhão, as lavouras de soja seguem sem maiores transtornos, onde as estimativas preliminares sinalizam uma safra de boa a excelente esse ano.
Sobre todos esses estados na qual as lavouras de soja se desenvolvem muito bem, o grande problema está sendo o elevado índice de infestação da ferrugem asiática, pois as taxas de molhamento e temperaturas mais amenas estão levando a uma grande infestação, onde até o último domingo (22), o Consórcio Antiferrugem diagnosticava 79 focos da doença, sendo 41 em Mato Grosso, 18 em Goiás, 11 no Paraná e apenas 2 no Rio Grande do Sul. Porém esses números deverão se elevar rapidamente na próxima semana, uma vez que voltou a chover no Paraná e Mato Grosso do Sul e a grande maioria das sojas em São Paulo estão na fase mais suscetível da doença.
Para essa semana são esperadas mais chuvas sobre os estados do Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná, além de altos volumes acumulados sobre Tocantins, Maranhão e Piauí. Nas demais regiões produtoras de grãos as chuvas irão ocorrer na forma de pancadas e com volumes acumulados muito pequenos, não ultrapassando os 30 mm. Dessa forma, os estados do Centro-oeste, São Paulo e Paraná terão suas colheitas atrapalhadas, além de que essas condições serão favoráveis a proliferação de doenças. Mas por outro lado, manterá elevados os níveis de umidade do solo, dando plenas condições ao desenvolvimento da soja em fases de florescimento e granação. Porém no Rio Grande do Sul, as poucas e isoladas chuvas previstas para essa semana, não reverterão o quadro de seca e, portanto, os percentuais de quebra continuarão se elevando.
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